terça-feira, 21 de agosto de 2012

Transição


Leticia Scarduelli

O quadro "Carro de Feno" de Hieronymus Bosch (c.1450-1516),  faz uso da realidade da era medieval e do início do capitalismo.
Observando o quadro, podemos fazer a ele várias relações com o teatro Vicentino.
“O carro de Feno” faz críticas aos costumes da população, usa muito os tipos, como o anjo e o inferno, o uso de “Todo O Mundo” e do “Ningúem, como também o uso do todo mundo (com relação a todos) e do ninguém ( a nenhuma pessoa).
O quadro usa também o teatro alegórico, o uso de objetos abstratos, como o uso do carro de feno arrastando com ele grande parte da população a sua volta, onde também é usada a rima.
Existe o uso de farsas, existem várias cenas, com várias histórias, cada um com seu princípio, meio e fim.
O pintor flamengo Hieronymus Bosch, como também o escritor Gil Vicente, mostram em sua obra uma crítica ao capitalismo e ao modo como as pessoas se entregaram a ele.
Podemos então dizer que o Humanismo foi um tempo de transição onde mudanças drásticas aconteceram, não só a uma camada da população, mas sim aos costumes e a maneira com que todos se adaptaram e modificaram as suas vidas.

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