sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Renascimento e Era Moderna: uma nova visão de mundo

                                                            Bárbara Ferrari e Victor Klauck

      Com o fim do Feudalismo e da Idade Média e o início da era Moderna, o Humanismo dá lugar à um novo movimento emergente e grandioso: O Renascimento.
     Conhecido também como Classicismo, o Renascimento surge após a Guerra dos Cem Anos e na época das Grandes Navegações. Foi responsável por trazer características da Idade Clássica Antiga. Numa provocação à hegemonia católica na Europa, seres surgidos na mitologia e que foram mais tarde herdados pelos romanos tomaram o lugar das críticas sociais tanto na escrita como na pintura e no teatro. Artistas de toda a Europa, tendo como exemplo Botticelli, buscavam na mitologia greco-latina uma forma de se expressar, por meio do realismo e da utilização de criaturas mitológicas.
       Em Portugal, a influência da literatura italiana, só começou a partir do século XVI, quando o Renascimento já estava em sua última fase, o Maneirismo.
      Em 1527, o poeta Francisco de Sá Miranda, começou essa divulgação, com o doce stil nuovo, o uso da medida velha e da medida nova. A medida velha era a preferência pela métrica mais tradicional, redondilho maior e menor, e a medida nova foi a introdução da preferência pelos versos decassílabos.
    O equilíbrio emoção, muito importantes no Classicismo italiano, dão lugar a uma expressão cada vez mais tensa e pessimista do mundo e do interior humano. Os temas emocionais refletem-se no uso demasiado de figuras de linguagens.
     Na Itália o Maneirismo já estava praticamente em seu auge. Foi um movimento de contradição do Renascimento, que serviu de transição entre o Renascimento e o Barroco. O maneirismo foi um movimento bastante complicado e de difícil caracterização. Usando de vários contrastes entre preto e branco, antíteses e paradoxos, esse movimento  reforça a ideia de transição e mudanças.

O Renascimento e suas características

                                                   Letícia Scarduelli e Thaís Chaikosky

       O Renascimento é um movimento cultural surgido na Itália, entre os séculos XV e XVI, época que estava sendo desenvolvida a navegação marítima e a conquista do litoral africano; enquanto, nas Américas, o Brasil estava sendo descoberto. Ele se opôs à mentalidade e cultura medievais e pretendia fazer avanços nas áreas do pensamento, das artes e da cultura.
        O classicismo é a principal tendência do Renascimento, sendo que é considerado o apogeu do movimento. Dele, fazem parte os renomados artistas Botticelli e Leonardo Da Vinci.
       As obras buscavam a perfeição, e por isso, imitavam os gregos e latinos. Caracterizavam-se, portanto, pela rigidez das regras.
        Essa rigidez pode ser observada tanto nas pinturas quanto na literatura, área em que a métrica das poesias era valorizada, sendo o verso, geralmente, decassílabo, ou seja, tinha a medida nova. Os sonetos, introduzidos por Sá de Miranda e seus discípulos, tem essa métrica. Na Era Medieval, a preferência na métrica era pelos redondilhos, tanto o menor (5 sílabas poéticas), quanto o maior (7 sílabas poéticas). Essa métrica era chamada de medida velha.
        No Renascimento, a confiança e o otimismo no ser humano renasciam, e, por isso, é um movimento antropocêntrico.
        Outra (e última) tendência é o maneirismo. É considerado a transição entre o Renascimento e o Barroco. Apresenta como características o pessimismo, o conflito e a emoção em detrimento da razão.
         Em Portugal, o Renascimento foi introduzido tardiamente, enquanto, na Itália, já surgia o Barroco, outro movimento. Nas obras artísticas portuguesas, o ar antropocêntrico estava sendo substituído pelo teocêntrico, ou seja, a razão torna-se menos importante quando comparada à emoção. Essa emoção é percebida pelo uso excessivo das figuras de linguaguem, como as comparações, metáforas e antíteses, por exemplo.

A intertextualidade entre a pintura e a literatura

                                                                     Thaís Chaikosky

       Tanto a literatura quanto a pintura fazem parte de uma classificação: a das artes. Nela, os artistas usam de determinadas técnicas para atingir determinado objetivo.
       O humanismo pode ser considerado uma filosofia, em que o ser humano fica no mais alto patamar em uma escala de importância.
       Nas pinturas, é possível sentir a crítica ao consumismo e ao capitalismo. Ao analisar a obra "Carro de Feno", de Hieronymus Bosch, percebe-se que o carro de feno representa a riqueza terrena, enquanto as pessoas que o rodeiam querem assaltá-lo.
        A mesma alegoria é vista nos textos de Gil Vicente, considerado o fundador do teatro português. No Auto da Lusitânia, Gil Vicente deixa claro que "todo mundo quer dinheiro e ninguém consciência".
        Em uma época em que a liberdade não era tanta como a dos tempos atuais, são louváveis as críticas à sociedade feitas pelos artistas.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Do passado aos tempos modernos

Thaís Chaikosky

          O trovadorismo caracteriza-se por ser o primeiro dos movimentos literários de língua  portuguesa. Teve origem em Portugal no século XII, mas suas características podem ser encontradas com relativa facilidade nas músicas brasileiras contemporâneas.
          A intenção dos compositores atuais talvez não seja a de referenciar situações da época de Portugal navegadora, mas, ao analisar as letras das músicas, percebe-se características das cantigas trovadorescas.
          As cantigas de amor, por exemplo, têm participação nas músicas de Caetano Veloso, em que a linguagem quase que formal aparecendo, sendo que o eu lírico, na maioria das vezes, é masculino.
          A composição "Sozinho" de Caetano, remete-nos às cantigas de amigo, em que o tema é a saudade do ser amado, como pode ser deduzido nos trechos: "às vezes no silêncio da noite, eu fico imaginando nós dois".
         As características das cantigas de amigo podem ser vistas nas músicas destinadas ao povo em geral, em que a preocupação com a linguagem não é tanta.
         Nos "raps" e "hip-hops", as cantigas de escárnio e maldizer são evidenciadas, já que, muitas vezes, o objetivo das músicas desses estilos musicais, é fazer uma crítica a alguma coisa.
         Em suma, basta analisar que é possível encontrar influências de um passado tão distante dos tempos modernos.

Literatura: um meio de transporte eficaz


Thaís Chaikosky 

           A literatura é arte. A arte da palavra. A arte de se teletransportar sem nem mesmo sair do lugar. Arte, que, muitas vezes, não é apreciada.
           Pesquisas realizadas pelo Instituto Pró-livro mostram que, em média, o brasileiro lê um livro por ano. Número pequeno, mas que já foi menor.
           A leitura traz diversos benefícios. Ela ajuda a aumentar o vocabulário, facilitando a escrita, desenvolve a imaginação, além do senso crítico, ao mesmo tempo em que emociona.
          Ao ler somos capazes de criar o ambiente, ouvir os barulhos e até mesmo de sentir os cheiros descritos. Um diálogo pode ser lido nas entrelinhas e ser interpretado centenas de vezes, variando de um leitor para outro.
         Nem sempre o que está escrito é literal, há também o lado de buscar o significado implícito do texto. Cabe ao leitor captar as emoções e sentimentos contidos e formular ideias possíveis. Nada melhor que a epifania.
          Você sabe que leu um bom texto quando ao terminar de lê-lo, percebe que ele ainda não está perfeitamente claro e te fará pensar e fazer perguntas. Afinal, é para isso que ele serve.
           A literatura, portanto, tem um papel significativo na formação de pessoas com uma mente mais aberta e capazes de desvendar os enigmar propostos pelo sagaz escritor, que, pelas lições, também deveria ser chamado de professor.

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

A Música e o Trovadorismo

Letícia Scarduelli


As músicas brasileiras, mesmo não sofrendo uma grande influência do trovadorismo, carregam em si muitas das características deste movimento literário.
Essas músicas geralmente falam da coita amorosa, colocam a amada (o), em uma posição de "Deus (a)", de perfeição. Tem o uso de linguagem formal e informal, fazendo-a ter características das cartas de amor.
Já as características da cantiga de amigo, são as repetições, geralmente em refrãos, o uso da linguagem informal, a voz feminina, e em alguma delas o uso da natureza como um lugar de espera do amado.
Existem também as características do gênero satírico. Isso foi muito usado na época da repressão, das ditaduras, geralmente usando o sarcasmo indireto, criticando o governo do país.
Mesmo sendo músicas contemporâneas, escritas muito tempo depois desse movimento literário, carregam consigo grandes características do movimento. Desse modo podemos comparar as cantigas e suas características.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Transição


Leticia Scarduelli

O quadro "Carro de Feno" de Hieronymus Bosch (c.1450-1516),  faz uso da realidade da era medieval e do início do capitalismo.
Observando o quadro, podemos fazer a ele várias relações com o teatro Vicentino.
“O carro de Feno” faz críticas aos costumes da população, usa muito os tipos, como o anjo e o inferno, o uso de “Todo O Mundo” e do “Ningúem, como também o uso do todo mundo (com relação a todos) e do ninguém ( a nenhuma pessoa).
O quadro usa também o teatro alegórico, o uso de objetos abstratos, como o uso do carro de feno arrastando com ele grande parte da população a sua volta, onde também é usada a rima.
Existe o uso de farsas, existem várias cenas, com várias histórias, cada um com seu princípio, meio e fim.
O pintor flamengo Hieronymus Bosch, como também o escritor Gil Vicente, mostram em sua obra uma crítica ao capitalismo e ao modo como as pessoas se entregaram a ele.
Podemos então dizer que o Humanismo foi um tempo de transição onde mudanças drásticas aconteceram, não só a uma camada da população, mas sim aos costumes e a maneira com que todos se adaptaram e modificaram as suas vidas.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

"Vicente, Bosch e o Consumismo"


Victor Klauck

Os séculos XV e XVI foram marcados pelo fim da era medieval, pelo surgimento do Humanismo e pelo domínio do capital. É nessa fase conturbada que as críticas à sociedade por meio da arte se intensificam. Dentro desse conceito, encontramos dois artistas que, por meio de artes diferentes, buscam representar a triste realidade do capitalismo e da mudança de valores.

O primeiro deles é Hieronymus Bosch. Pintor flamengo, nascido na metade do século XV, Bosch teve como uma de suas principais obras “O carro de feno”. Na tentativa de representar a situação da época, Bosch criou um carro feito de feno seguindo em direção ao seu inevitável fim: o inferno. O carro é conduzido por figuras monstruosas e passa por cima de tudo (e de todos) em seu caminho. Atrás dele, uma massa de nobres e pessoas do clero o segue de perto. Em torno, pessoas de todas as origens observam-no e tentam sair de seu caminho. Acima, a representação do sagrado fica em segundo plano, numa clara representação da mudança de valores.

Essa é a nova realidade: tudo passou a girar em torno do capital e da riqueza terrena. Alguns lutam por mais riqueza, outros para não serem esmagados pelo consumismo. Porém, todos os gananciosos terão o mesmo destino do carro de feno.

Hieronymus, porém, não era o único a criticar esses hábitos. De maneira geral, todos os humanistas eram críticos da sociedade. Dentre todos os escritores e artistas da época, um dramaturgo, criador do teatro vicentino, merece ser lembrado: Gil Vicente (daí “vicentino”) foi um grande escritor de autos e critico do consumismo. Num de seus autos mais famosos, Vicente mostra de maneira (muito) explícita que “todo mundo que dinheiro”. Em uma das passagens do Auto da Lusitânia, Vicente cria personagens que representam a sociedade, chamando-os de “Todo o Mundo” e “Ninguém”. Num breve diálogo, Todo o Mundo e Ninguém conversam sobre valores. A conversa é acompanhada por Belzebu e seu Dinato, que anota tudo que é falado. As ideias divergentes mostram que “Ninguém busca consciência/e Todo o Mundo dinheiro”.

O Humanismo prova que as críticas sociais não são recentes. A arte vem, há muitos séculos, fazendo esse papel nas mais diversas formas. O Humanismo foi inovador a respeito. Por meio de autos, monólogos, pinturas e tantas outras formas, os humanistas representaram, e com êxito, o surgimento da busca incessante pelo dinheiro e pela riqueza material.



"Movimentos literários e suas relações"


Victor Klauck


A principal característica de um movimento literário é o espírito de época, também conhecido com “digest”. Mas se engana quem acredita que esse espírito morre quando o movimento perde força e é “substituído” por outro. O que acontece é bem diferente. Muitas vezes, esse sentimento vai influenciar diretamente diversos movimentos e diversas outras obras mesmo após séculos.
A música brasileira é a prova viva disso. É possível criar comparações e encontrar muitas semelhanças entre a música e o movimento trovadoresco do século XIII, por mais difundidas que essas características herdadas possam estar.
 Quantas músicas, não só do Brasil, mas do mundo todo, falam sobre um amor impossível? Ou fala da distância? Esses dois sentimentos são frutos, respectivamente, das cantigas de amor e de amigo. Essas cantigas, marcos do Trovadorismo, inspiram também outras músicas, mas por meio de outras características secundárias, como o uso do refrão ou a repetição de versos.
As cantigas satíricas também possuem grande influência nas canções contemporâneas. Toda música com caráter crítico ou que tenha como “função” satirizar alguém em específico é, de certa forma, fruto dessa influência. 

"Os Mundos da Literatura"


 Victor Klauck 
Pré-requisitos para ter, de fato, um bom proveito de um texto literário: uma mente aberta, bom conhecimento da língua e, obviamente, muita imaginação. Ah, é realmente preciso muita imaginação.
A literatura é uma caixa de surpresas que, quando aberta, permite viajar por mundos nunca antes explorados. O que parece ser apenas uma simples história, ou um simples poema, se revela incrivelmente rico de significados e de possibilidades. E, de simples, o texto literário não tem nada.
Grandes escritores, tais como Rimbaud e Sophia de Melo, possuem uma grande facilidade em transcrever para suas obras aquilo que chamamos de plurissignificação: Uma palavra ou uma frase é colocada de tal maneira no texto que cria novos sentidos, podendo gerar ironia, enigmas ou uma relação entre a palavra (ou a frase) e a história do autor ou da personagem, por exemplo. Isso cria um vão entre o significado literal e um significado mais profundo e interpretado. Para entender mais sobre essa interpretação, vamos analisar o texto “Pausa” de Mario Quintana. Nele, Quintana observa atenciosamente um óculos colocados sobre a mesa onde ele trabalhava. A partir desses óculos, o autor busca imagens em sua memória que se relacionem com o objeto ou que sejam lembrados pelo mesmo. Além das lembranças promovidas pelo leitor, podemos analisar esses óculos como a concretização de uma ideia abstrata: o ato de repouso, de fazer uma pausa. Essa representação concreta de algo abstrato, assim como trazer ritmo ao texto e de criar um conceito, são elementos (e técnicas) indispensáveis na literatura, e são conhecidos como níveis de linguagem.
Para terminar, há dois aspectos que eu não posso deixar de mencionar: a tendência à pessoalidade (o que não faz dessa minha crônica um texto literário) e a relação texto-leitor. A beleza da literatura está contida nessa relação. Muitas vezes quem dá sentido à obra é o leitor, e cauda um possui um papel importante nessa relação. Parafraseando Quintana, o autor deve “propor enigmas e fazer pensar”. E a nós, meros leitores, cabe a função de interpretar esses enigmas. 

"Fantasia ou Realidade?"



Bárbara Ferrari


O humanismo é uma época de transição, por isso conserva alguns valores, que ficam divididos entre os tradicionais e os mais modernos.

 A obra de Hieronymus Bosch, “O carro de feno”, retrata muito bem esses valores divididos. Em grande destaque aparece a representação de um carro de feno, simbolizando o dinheiro, o apego aos bens materiais. Este é puxado em direção ao que representaria o inferno. Em oposição a isso, aparece a figura de Cristo, simbolizando a salvação. Podemos perceber também uma grande multidão assaltando o carro.

Estabelecendo uma relação com a obra de Gil Vicente, podemos perceber as características comuns: o caráter alegórico (usando o concreto, a imagem no quadro e a criação de um personagem, para representar o abstrato, neste caso, Deus e o diabo); a crítica social em que todo mundo se preocuparia com o dinheiro, a ganância, bens materiais e chegar ao paraíso, mas ninguém se preocupa com sua consciência, em ser bom, em fazer por merecer chegar ao paraíso; os tipos, personagens que são típicos e não têm traços psicológicos complexos, eles são bastante simples, assim como no quadro, onde são representados com muita simplicidade.

Nos dois casos fica bastante explícito esse “digest” da época, no caso, essa divisão dos valores.

Os dois também criticam temas que estavam ganhando muita força naquele momento, como o capitalismo, o apego exagerado as coisas terrenas e a falta de amor ao próximo e a si mesmo.

Podemos observar com essas comparações que a literatura e as artes plásticas sempre estiveram muito ligadas e funcionavam, uma para com a outra, como espécie de complementação e reafirmação de suas ideias.

"Atual X Antigo na Música Brasileira"



 Bárbara Ferrari

Algumas músicas brasileiras possuem características trovadorescas. Alguns exemplos são as músicas Dona (Roupa Nova), Madri (Fernando e Sorocaba), Quem te viu, quem te vê (Chico Buarque), Sozinho e Você é linda (Caetano Veloso), que possuem alguns aspectos das cantigas de amigo e de amor daquela época.
Um deles é o fato de o eu lírico enaltecer sua amada, colocando-a em um pedestal e sofrendo a coisa (sofrimento amoroso). O uso de uma linguagem mais coloquial, em algumas das músicas, também indica uma pequena influência do trovadorismo atualmente. Outra característica é a presença de rimas, repetições e uma linguagem mais simples, vindo das cantigas de amigo.
Polícia (Titãs) e Que país é esse? (Legião Urbana) possuem mais características do gênero satírico. Com críticas a uma instituição, parece com as cantigas de escárnio.
Falando das diferenças, algumas são bastante evidentes. Em determinadas músicas além de enaltecer a amada, ele também apresenta alguns de seus defeitos, aspecto não presente nas cantigas trovadorescas.
Enfim, apesar de tantos anos entre uma época e outra e de quando as músicas terem sido escritas, a intenção não ser a de parecer com as cantigas, algumas das características das mesmas, podem ser percebidas nestas canções.

"Literatura"


Bárbara Ferrari
A literatura contém textos com características muito distintas dos demais. Nos textos literários, o principal não é o conteúdo propriamente dito, conceitos e descrições, mas sim despertar no leitor uma provocação, fazer com que ele pense e crie opiniões próprias acerca do que foi lido, estabelecendo, muitas vezes, relações com sua própria vida.
Nesse tipo de texto, a preocupação também é com relação a forma como propor estes enigmas, o jeito que você autor, irá fazer para que o leitor reaja ao texto de forma a ele mesmo conseguir as respostas necessárias para a interpretação.
Também neste texto várias outras características devem ser consideradas, como a plurissignificação. Nos textos literários, as possibilidades de interpretação não se esgotam, mesmo que muitas vezes esta interpretação não seja válida.
Nem sempre o sentido do texto é literal, pois a interpretação, o captar de emoções, sentimentos e informações que o texto contém, é também de responsabilidade do leitor. Por isso há tantas variações quanto ao entendimento do que foi passado no texto, já que isso varia de pessoa para pessoa.
Enfim, a literatura é um texto com suas características próprias, distintas de outros textos e com finalidade de fazer o seu leitor pensar e assim criar pessoas melhores e mais capacitadas para o mundo.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

"A literatura como um todo"

Desde a era medieval até os dias de hoje, a Literatura da Língua Portuguesa tem sido uma narrativa sobre a realidade de cada época que a humanidade passou. Além de simplesmente narrar os acontecimentos, a literatura, como forma de arte, foi responsável por inúmeras críticas à sociedade e por retratar o sentimento da época. E o objetivo desse blog é exatamente esse: trazer essas críticas e esses sentimentos de volta.